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Fev 12
publicado por ivogomes, às 11:30 | comentar | ver comentários (37)

O MEO Kanal surgiu há um ano e meio como uma simples ideia de poder dar aos clientes uma forma de partilharem os seus conteúdos na televisão criando um canal no MEO.

Essencialmente, poderiamos fazer upload de vídeos e fotos e esse conteúdo estaria disponível em qualquer box MEO, bastando aceder ao canal respectivo com o comando.

Como ideia, ficámos logo entusiasmados com o projecto, o conceito de base é brutal, mas cientes que seria um desafio complexo porque teríamos de adaptar conceitos de edição de vídeo, normalmente usados por profissionais e utilizadores mais avançados, e torná-los acessíveis ao máximo de utilizadores possível e com diferentes níveis de utilização.

O desafio principal: como é que podemos fazer com que os utilizadores possam criar uma grelha de programação para o seu canal?

Ainda com as especificações pouco ou nada definidas, juntámos as equipas de Usabilidade e de Design do SAPO e começámos a trabalhar em esboços do que poderia ser o interface de gestão e programação dos canais.

Tínhamos o objectivo de criar um serviço em que fosse possível criar um canal no menor número de passos possível, tendo sempre em conta o modelo de negócio e sabendo que fazer upload de conteúdos em vídeo (e em HD) é sempre uma tarefa que pode demorar tempo suficiente para quebrar o ritmo do processo de criar um canal, upload e encoding.

No meio deste "workflow" o uso de um interface tipo timeline parecia-nos ainda mais complexo, podendo rapidamente levar um utilizador a perder-se no meio de tantas opções e configuração, quando, por exemplo, ele só queria partilhar um conjunto de fotos com a família.

Testámos timelines horizontais, timelines verticais, timelines mistas... Etc...

Os primeiros testes foram sendo desenhados com papel e lápis.

 

Olhámos para a forma como outros softwares de edição de vídeo (ex: iMovie, Final Cut Pro) mostram os conteúdos e tentámos aplicar a mesma filosofia tendo por base os nossos próprios requisitos, ou seja, teríamos que contemplar uma programação diária (para cada dia da semana) juntamente com uma programação em playlist (apenas 24h seguidas de vídeos, sem horários). Teria também de ser fácil alternar entre os dois tipos de programação.

E tudo isto teria que funcionar no browser, em HTML.

Exemplo da timeline do iMovie

Pegando nos vários exemplos de timelines analisados, optámos por uma timeline mista (ao estilo do iMovie) porque não seria prático ter uma timeline horizontal (ou vertical) com 24 horas de programação sem que isso obrigasse a fazer um scroll imenso. 

Com uma timeline mista conseguimos reduzir bastante a quantidade de scroll e no caso da programação horária, cada linha iria corresponder a uma hora do dia (ou dependendo do nível de zoom, iria corresponder a um período definido do dia).

Depois, já com estas ideias consolidadas, começámos a desenvolver os wireframes.

E logo de seguida surgiram os primeiros protótipos da equipa de Design.

Nesta fase inicial ainda não tínhamos as especificações (nem as limitações técnicas) bem definidas e há muitas funcionalidades que foram pensadas inicialmente e que não viram (ainda) a luz do dia nesta primeira versão que foi lançada ao público.

Por outro lado, também houve algumas funcionalidades que não tinhamos pensado inicialmente e que foram sendo adicionadas durante o desenvolvimento do projecto, e não foram assim tão poucas :)

Tendo por base estes layouts e workflows, chegou a altura de passar à equipa técnica para fazer a implementação.

É de salientar o enorme esforço e dedicação da equipa de JavaScript do SAPO que conseguiu montar toda a interacção que foi pensada para o funcionamento do interface, bem como a restante equipa técnica que teve de lidar com todos os constrangimentos de implementar algo desta envergadura e propondo sempre soluções engenhosas para os problemas que iam surgindo ao longo do caminho.

Foram feitas dezenas de iterações diferentes, dezenas de testes de usabilidade, houve partes que foram feitas e refeitas, outras que foram desenhadas e redesenhadas até termos algo que consideramos ser ideal.

Na realidade, o Meo Kanal já estava a funcionar quase a 100% praticamente 6 meses antes da data de lançamento, mas teve de passar por um longo processo de testes e iterações até chegar àquilo que é hoje. 

Desde o início sempre soubemos que o processo de criação de um canal (upload, gestão de conteúdos, organização de uma playlist) é algo complicado e que requer sempre uma curva de aprendizagem. Nos testes que fomos fazendo, tentámos sempre ir simplificando todo este processo de modo a que a curva de aprendizagem fosse o mais reduzida possível e tentar que o processo fosse mais intuitivo a cada iteração.

O resultado final não é perfeito (porque não conseguimos eliminar totalmente a curva de aprendizagem) mas é sem dúvida algo do qual nos orgulhamos em ter conseguido fazer. 

E na TV...

Mas o Meo Kanal não vive apenas na web. Ao mesmo tempo que fomos trabalhando na parte web, tivémos também de desenhar todos os interfaces para a TV.

Inicialmente usámos como base o modelo de interacção do MEO Interactivo e começámos a desenhar os wireframes.

 

Mais uma vez, foram feitas várias iterações, testes, desenhos e redesenhos até se começar a chegar a algo mais parecido com o resultado final.

A interactividade na TV e a visualização dos canais implicou também um grande esforço por parte da equipa de design e desenvolvimento multi-plataforma, ao ponto de termos conseguido implementar algo que a própria Microsoft (o software da box do MEO é Microsoft) dizia ser impossível.

O resultado final

O resultado final está à vista e pode a partir de hoje ser usado por todos os clientes MEO para criarem os seus próprios canais e partilhá-los na TV com quem quiserem.

Como sempre, toda a equipa do SAPO está receptiva a receber os vossos comentários e sugestões para melhorar o serviço. Temos ainda muitas funcionalidades por desvendar em futuras releases e, obviamente, contamos sempre com o feedback dos nossos utilizadores.

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